Sonic Boom: Fire & Ice, a síndrome da segunda parte


O artigo Sonic Boom: Fire & Ice, a síndrome da segunda parte foi publicado originalmente em Mola! em 14 de agosto de 2018.


Há um tempo analisávamos o Sonic Boom: Shattered Crystal, o primeiro jogo da série Sonic Boom para a Nintendo 3DS. Naquela altura falávamos de que, apesar das eivas, nom era um mau jogo... apenas um jogo medíocre. Entom, que é o que acontece com a segunda parte, o Sonic Boom: Fire & Ice?


Para explicá-lo, permiti-me usar o conceito síndrome da segunda parte. Nom, nom tem que ver com aquele dito espanhol do "segundas partes nunca fueron buenas", mais bem ao contrário. A síndrome da segunda parte encontramo-la neste jogo, mas também no Sonic 4: Episode II e noutros muitos. Trata-se de sequelas de jogos medíocres que, apesar de serem bons jogos, nom podem com o pesado fardo da primeira parte e falham miseravelmente.

MELHORAS A RESPEITO SONIC BOOM: SHATTERED CRYSTAL

Este jogo melhora praticamente em todos os aspetos o anterior. As fases som mais curtas e diretas, com um caminho a seguir claramente identificável e vários desvios opcionais para obter os segredos ocultos. Sim, isto quita o fator metroidvania do que tanto gostei na primeira parte, mas achega o jogo mais a umha experiência Sonic.

A história, sem ser grande cousa, serve de fio condutor. Mantém o tom da série de animaçom Sonic Boom (é, existe umha série de animaçom), e os diálogos som bem menos irritantes. As personagens sentem-se mais completas, mais redondas. E todas as cinemáticas som animadas e com diálogos falados!

PROBLEMAS DO JOGO

O jogo, como o próprio nome indica, é um jogo boom (perdom polo chiste sem graça!). Porém, nom está isento de problemas. As hitboxes som demasiado amplas e imprecisas, e cada vez que recebes dano és empurrado para trás um espaço indeterminado. Logo de receber dano, a personagem pisca, como se estivesse naqueles frames de invencibilidade comuns noutros jogos do tipo... só que nom. Ainda podes receber dano. E o que é pior, por algum motivo nom podes saltar!

Imagina: Estás à beira de um precipício com espinhos abaixo. Cais neles, recebes dano e és empurrado atrás à beira. Imediatamente premes para ir adiante e repetir o salto, mas... nom salta. E voltas a cair nos espinhos. E morres. Bastante frustrante, nom achades?

JOGABILIDADE

Fora das eivas, o jogo tem umha jogabilidade boa. Às fases tradicionais de plataforma e exploraçom, agora engadem-se mais bosses e mais fases de corridas contra a máquina, fases de corrida pseudo-3D para diante, fases de submarino e fases de navegaçom. Umha variedade interessante que fai que o jogo seja mais... vaia, mais variado e interessante. Mas nom nos enganemos, a dificuldade continua a ser baixa, que é um jogo orientado a crianças.

Como no anterior, tés várias personagens que podes trocar em qualquer momento da fase, cada umha com habilidades únicas precisas para avançar ou abrir caminhos secretos. Neste caso som 5 as personagens jogáveis: Sonic, Tails, Knuckles, Amy e Sticks. E às habilidades das personagens há que lhe somar as habilidades de fogo e gelo, que é a engenhoca que inventárom para este jogo. O gelo congela água, o fogo derrete gelo. Singelo, mas bem utilizado nas fases.

Mais umha vez, como nom podo fazer capturas de ecrám da 3DS, tivem que “roubar” a imagem de gamdora.shop

Também conta com um modo multijogador onde podes fazer corridas 2D contra outra gente, com robôs e cenários que vás desbloqueando segundo avanças no jogo. Nom é nada do outro mundo, mas é um engadido que pode dar um pouco mais de vida ao jogo.

VEREDITO

Este jogo paga, sim, a pena. Se és umha jogadora mais casual e queres um jogo de plataforma simples para a 3DS, podes comprar sem medo. Se calhar os 40€ que custa som um pouco de mais, mas de segunda mão é bem mais acessível. E se queres emulá-lo, nom fai quase uso do controlo táctil, podes fazê-lo sem medo. Vaia, com o medo inerente a qualquer atividade alegal que se situa numha zona gris...