Review: The Time of The Doctor [Doctor Who]


O artigo Review: The Time of The Doctor [Doctor Who] foi publicado originalmente no blogue abraiante.net em 26 de decembro de 2013.



SPOILERS, SWEETIE!

Não leias esta publicação a menos que visses "The Time of The Doctor", o episódio especial de Natal de 2013 da série Doctor Who. Se já o viste, continua a ler.



Na minha review de The Day of The Doctor fum um pouco duro, centrei-me nas cousas más do episódio e, visto em perspectiva, é injusto para uma das melhores séries que conheço. Por isso, nesta ocasião começarei por ressaltar as partes boas.

COUSAS BOAS

Um Doutor atrapado no planeta que sabe que será a sua tumba, envelhecendo, passando os séculos, sem volta atrás. Conforme decorre o episódio vai-se criando uma sensação de irreversabilidade que conduz ao fim da undécima hora. Não é uma trama que leva ao fim, o fim começa logo ao princípio, e desenvolve-se aos poucos. Simplesmente abraiante.

Também abre a porta para uma volta futura de Matt Smith, já que serve como escusa perfeita para explicar o seu envelhecimento. Depois de tudo, o Doutor podia ter saído de Trenzalore para uma aventurinha no 75º aniversário, ou?

Por último, menção especial a Handles, um dos melhores companions de todo Doctor Who.

A PERRUCA

Uma das cousas que mais graça me figérom de todo o episódio. Porque o tema de ir nus não o entendim, mas o facto de o Doutor levar perruca, sabendo que o próprio Matt estava a levar uma perruca, pareceu-me brilhante.

COUSAS MÁS

Moffat... a que andas? A 5ª e 6ª temporadas fôrom geniais. A 7ª, inexplicavelmente, foi diferente. Conheço gente que gostou da mudança, mas eu pessoalmente detestei. Este episódio encaixa no espírito dessa 7º temporada, e as referências aos primeiros tempos do 11º Doutor não parecem naturais, estão um pouco forçadas.

O tema de "dar soluções" a todos os buracos argumentais... pois depende. Nunca gostei de explicações sacadas da manga, e esse "vós explodistes a minha TARDIS" não me encheu. Lembrou-me a esse momento de The Name of The Doctor onde a River Song "explica" como é que sabe o nome do Doutor.

Do resto, há cousas que poderiam ser diferentes, mas não vou ir mais além. Quero-me centrar na regeneração.

A REGENERAÇÃO

Os Senhores do Tempo dão um novo ciclo de regenerações ao Doutor, é uma explicação suficientemente satisfatória. Já não é tão satisfatório o modo em que usa a energia da regeneração para destruir os Daleks, mas vou deixar andar esse detalhe. Matt está fantástico nos seus últimos momentos, e o fish fingers and custard e a alucinação com a Amy Pond é comovente.

Porém, Clara. A Clara leva a arrastar um problema todo este tempo, e é que não deu tempo a desenvolver a personagem. Estivo mui bem no 50º aniversário, mas não chega a ter o vínculo com a audiência que têm Amy, Donna ou Sarah Jane. E isso vê-se refletido na cena da regeneração, onde Clara fica em segundo plano enquanto o Doutor se lembra da pequena Amelia/Amy. Um pouco injusto.

Como apontamento final, a regeneração fugaz foi um acerto, como tirar um penso duma ferida mui rápido para evitar a dor.

POR TRÁS DAS CÂMARAS