Sonic Boom: Fire & Ice, a síndrome da segunda parte


O artigo Sonic Boom: Fire & Ice, a síndrome da segunda parte foi publicado originalmente em Mola! em 14 de agosto de 2018.


Há um tempo analisávamos o Sonic Boom: Shattered Crystal, o primeiro jogo da série Sonic Boom para a Nintendo 3DS. Naquela altura falávamos de que, apesar das eivas, nom era um mau jogo... apenas um jogo medíocre. Entom, que é o que acontece com a segunda parte, o Sonic Boom: Fire & Ice?


Para explicá-lo, permiti-me usar o conceito síndrome da segunda parte. Nom, nom tem que ver com aquele dito espanhol do "segundas partes nunca fueron buenas", mais bem ao contrário. A síndrome da segunda parte encontramo-la neste jogo, mas também no Sonic 4: Episode II e noutros muitos. Trata-se de sequelas de jogos medíocres que, apesar de serem bons jogos, nom podem com o pesado fardo da primeira parte e falham miseravelmente.

Sonic Boom: Shattered Crystal, um jogo felizmente medíocre


O artigo Sonic Boom: Shattered Crystal, um jogo felizmente medíocre foi publicado originalmente em Mola! em 6 de agosto de 2018.


Como bem indica o título deste artigo, o Sonic Boom: Shattered Crystal é felizmente medíocre. Porque felizmente? Pois porque o esperável era que fosse umha bosta do tamanho de Pena Trevinca. Mas nom o é. É medíocre!


O primeiro que temos que fazer para falar deste jogo é aclarar que nom é um jogo do Sonic. Nom, nom o é, nom te deixes enganar. É outra cousa diferente. E só baixo este pensamento é que podemos redimir o jogo e desfrutá-lo polo que realmente é, um jogo de plataforma e exploraçom para crianças.

Azure Striker Gunvolt, um Mega Man de alta voltagem


O artigo Azure Striker Gunvolt, um Mega Man de alta voltagem foi publicado originalmente em Mola! em 29 de julho de 2018.


Azure Striker Gunvolt (Gunvolt, o Choque Celeste) é… difícil de definir. Vaia, se nos queremos pôr técnicas, é um jogo de açom e plataforma, de scroll lateral em 2D e com um desenho em pixel art. Mas nom queremos, porque isso só o entende a gente que está mui metida no tema, e esta análise pretende ser para todo o mundo.


Vamos ver, para nos entendermos, o jogo viria sendo um estilo Mega Man, e claramente essa é a sua inspiraçom. Concretamente, poderia comparar-se às franquias Mega Man X e Mega Man Zero, mas com suficientes diferenças como para poder brilhar por si próprio. Por riba disto, a história é-nos apresentada num estilo mui anime. Nom é só nos desenhos das personagens, claramente de aparência manga, nem no feito de ter vozes em japonês. A narrativa, a temática, as cinemáticas, todo leva a que tenhas a sensaçom de estar a ver um episódio de anime.

@emgalego, muito mais do que um consultório lingüístico


O artigo @emgalego, muito mais do que um consultório lingüístico foi publicado originalmente no Fest-AGAL 2018, a revista que a Associaçom Galega da Língua (AGAL) distribuiu em 25 de julho de 2018.


Que número vai antes, o cagagésimo ou o colhonésimo? Se a senhora pataca nom quer namorar com o senhor pataca, é que só o quer como amido? Sabes a diferença entre as pipocas e os flocos de milho? Porque a polícia nom usa xabom, senom que prefere detergente?

Sonic è mobile, qual piuma al vento…


O artigo Sonic è mobile, qual piuma al vento… foi publicado originalmente em A que cheira, papá? em 10 de junho de 2018.


Um repaso aos jogos do ouriço azul para dispositivos móveis

© Retrocollect.org

O nosso querido ouriço azul debutou alá polo ano 1991 na Sega Mega Drive, como resposta a Nintendo e ao seu canalizador italiano. Daquela o único modo de jogar como o Sonic era ter umha consola fabricada pola Sega. Se tinhas sorte, podia ser que tivesses umha Sega Game Gear, a consola portátil que luitou (e perdeu) contra a Nintendo Game Boy. Nesse caso podias botar umha partida às versões em 8 bits dos jogos fora da casa, ainda que fosse num tijolo de meio quilo que gastava 6 pilhas AA em menos de 4 horas. Por sorte, as cousas avançárom muito desde entom.

Hoje em dia vivemos num mundo de smartphones, tablets e dispositivos inteligentes. Tés a uns poucos toques com o dedo a possibilidade de jogar a umha ampla variedade de jogos do Sonic. Mas como dizia o velho sem nome do The Legend of Zelda original, it’s dangerous to go alone, de maneira que vos vou tentar guiar um pouco. Começamos!

A crise dos 30


Este é um artigo especial para celebrar o meu 30 aniversário. A vida é dura, e os anos passam.



Em euskara nom existe o número trinta como tal. Vaia, existe, mas nom do jeito decimal a que estamos afeitos no galego-português. Nessa língua os números som nomeados de jeito vigesimal, de maneira que o número seguinte ao vinte e nove (hogeita bederatzi) é o vinte e dez (hogeita hamar). Entom, tendo em conta que eu sou meio euskaldun, poderia encontrar consolo nesse facto e dizer que hoje fago vinte e dez anos. Crise solucionada.

Só que nom. Nom seria umha má escusa, a verdade, mas na realidade só estaria a pospor dez anos o momento da crise. Seria como quando de manhã soa o despertador e premes no botom que atrasa o alarme dez minutos. Pensas que fás bem, mas o único que consegues é que dez minutos depois o pau seja igual de forte, só que com a diferença de que perdeste dez minutos e tés que fazer tudo à pressa para nom chegar tarde ao choio.