Fala-lhe galego!


O artigo Fala-lhe galego! foi publicado originalmente no PGL em 1 de abril de 2019.


Tenho observado em Euskal Herria um comportamento sociolinguístico curioso. Nom digo que seja um comportamento maioritário, nem generalizado, apenas uma tendência subjetiva que vejo na gente do meu redor. A gente adulta fala em euskara às crianças.

Vamos ver, a situaçom linguística em Euskal Herria e na Galiza é mui diferente. Elas partem duma porcentagem muito menos de falantes de euskara, e ainda hoje está longe de que toda a populaçom do território seja capaz sequer de entendê-la. As estratégias que funcionam para o euskara nom se adaptam, polo geral, às nossas circunstâncias. Porém, esta tendência em particular pode ser mui útil para o galego.

A situaçom que vejo com frequência é a seguinte. Temos uma pessoa adulta castelhanofalante, com um nível de conhecimento básico do euskara e que nom o fala normalmente. Esta pessoa encontra-se com outra pessoa adulta, e estabelecem uma conversa em castelhano. A segunda pessoa adulta vem acompanhada duma criança, que tende a ter vergonha e nom falar. Entom, a primeira pessoa adulta decide que quer saudar a criança, fazer-lhe um agarimo ou uma monada. E… Oh! Surpresa! A pessoa adulta castelhanofalante com nível básico de euskara que nom o fala normalmente, muda de língua e fala em euskara à criança! Geralmente a cousa nom passa dum “Zer moduz, maitia?” e as quatro parvadas que se acostumam dizer às crianças desconhecidas, mas isso tanto tem para o tema.

Oceanhorn: Monster of Uncharted Seas, o Zelda de marca branca


O artigo Oceanhorn: Monster of Uncharted Seas, o Zelda de marca branca foi publicado originalmente em Mola! em 14 de março de 2019.


Desde que a Nintendo anunciou o remake do Zelda: Link’s Awakening para a Switch, estou com aquele picorzinho de querer jogar um bom Zelda 2D. O problema é que já passei todos eles, e claro, nom é o mesmo. Entom, que soluçom achei? Pois dar uma oportunidade a um jogo do que tinha ouvido maravilhas mas nunca me sentara a passar, o Oceanhorn: Monster of Uncharted Seas.


Sonic Boom: Fire & Ice, a síndrome da segunda parte


O artigo Sonic Boom: Fire & Ice, a síndrome da segunda parte foi publicado originalmente em Mola! em 14 de agosto de 2018.


Há um tempo analisávamos o Sonic Boom: Shattered Crystal, o primeiro jogo da série Sonic Boom para a Nintendo 3DS. Naquela altura falávamos de que, apesar das eivas, nom era um mau jogo... apenas um jogo medíocre. Entom, que é o que acontece com a segunda parte, o Sonic Boom: Fire & Ice?


Para explicá-lo, permiti-me usar o conceito síndrome da segunda parte. Nom, nom tem que ver com aquele dito espanhol do "segundas partes nunca fueron buenas", mais bem ao contrário. A síndrome da segunda parte encontramo-la neste jogo, mas também no Sonic 4: Episode II e noutros muitos. Trata-se de sequelas de jogos medíocres que, apesar de serem bons jogos, nom podem com o pesado fardo da primeira parte e falham miseravelmente.

Sonic Boom: Shattered Crystal, um jogo felizmente medíocre


O artigo Sonic Boom: Shattered Crystal, um jogo felizmente medíocre foi publicado originalmente em Mola! em 6 de agosto de 2018.


Como bem indica o título deste artigo, o Sonic Boom: Shattered Crystal é felizmente medíocre. Porque felizmente? Pois porque o esperável era que fosse umha bosta do tamanho de Pena Trevinca. Mas nom o é. É medíocre!


O primeiro que temos que fazer para falar deste jogo é aclarar que nom é um jogo do Sonic. Nom, nom o é, nom te deixes enganar. É outra cousa diferente. E só baixo este pensamento é que podemos redimir o jogo e desfrutá-lo polo que realmente é, um jogo de plataforma e exploraçom para crianças.

Azure Striker Gunvolt, um Mega Man de alta voltagem


O artigo Azure Striker Gunvolt, um Mega Man de alta voltagem foi publicado originalmente em Mola! em 29 de julho de 2018.


Azure Striker Gunvolt (Gunvolt, o Choque Celeste) é… difícil de definir. Vaia, se nos queremos pôr técnicas, é um jogo de açom e plataforma, de scroll lateral em 2D e com um desenho em pixel art. Mas nom queremos, porque isso só o entende a gente que está mui metida no tema, e esta análise pretende ser para todo o mundo.


Vamos ver, para nos entendermos, o jogo viria sendo um estilo Mega Man, e claramente essa é a sua inspiraçom. Concretamente, poderia comparar-se às franquias Mega Man X e Mega Man Zero, mas com suficientes diferenças como para poder brilhar por si próprio. Por riba disto, a história é-nos apresentada num estilo mui anime. Nom é só nos desenhos das personagens, claramente de aparência manga, nem no feito de ter vozes em japonês. A narrativa, a temática, as cinemáticas, todo leva a que tenhas a sensaçom de estar a ver um episódio de anime.

@emgalego, muito mais do que um consultório lingüístico


O artigo @emgalego, muito mais do que um consultório lingüístico foi publicado originalmente no Fest-AGAL 2018, a revista que a Associaçom Galega da Língua (AGAL) distribuiu em 25 de julho de 2018.


Que número vai antes, o cagagésimo ou o colhonésimo? Se a senhora pataca nom quer namorar com o senhor pataca, é que só o quer como amido? Sabes a diferença entre as pipocas e os flocos de milho? Porque a polícia nom usa xabom, senom que prefere detergente?